segunda-feira, 26 de agosto de 2013

 
PARA GOSTAR DE LER
   
Felicidade Clandestina - Clarice Lispector



Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme; enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.

Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como "data natalícia" e "saudade".

Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.

Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.

Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.

Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.

No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.

Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do "dia seguinte" com ela ia se repetir com meu coração batendo.

E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.

Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.

Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!

E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: "E você fica com o livro por quanto tempo quiser." Entendem? Valia mais do que me dar o livro: "pelo tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.

Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.

Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar… Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.

Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.

Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013




Segue abaixo as leituras complementares da unidade IV. Aproveitem e leiam bastante!



1. Cadernos de Formação:


2. Leituras Complementares:

ANO 1 - Ludicidade na Sala de Aula.

ANO 2 - Vamos Brincar de Construir as Nossas e Outras Histórias.

ANO 3 - Vamos Brincar de Reinventar Histórias.

EDUCAÇÃO DO CAMPO - Brincando na Escola: o Lúdico nas Escolas do Campo.

  • FERREIRO, Emília. Com todas as letras. 17 ed. São Paulo: Cortez, 2011.
  • LEAL, Telma Ferraz; BRANDÃO, Ana Carolina Perrusi. Usando textos instrucionais na alfabetização sem manual de instruções. In: BRANDÃO, Ana Carolina Perrusi; ROSA, Ester Calland de Sousa (orgs.). Leitura e produção de textos na alfabetização. Belo Horizonte: Autêntica, 2005, p.127-142.
  • MORAIS, Artur Gomes; SILVA, Alexsandro da. Brincando e aprendendo: os jogos com as palavras no processo de alfabetização. In: LEAL, Telma Ferraz; SILVA, Alexsandro da (orgs.). Recursos didáticos e ensino de Língua Portuguesa. Curitiba: CRV Editora, 2011.
  • SOARES, Magda. Letramento e alfabetização: as muitas facetas. Revista brasileira 4. de educação. Nº 25, 2004.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

quarta-feira, 7 de agosto de 2013



PARA GOSTAR DE LER
   
O casamento do rato com a filha do besouro - Rosinha



 

terça-feira, 6 de agosto de 2013

 



PARA GOSTAR DE LER
   
O homem trocado - Luiz Fernando Veríssimo


 

O homem acorda da anestesia e olha em volta. Ainda está na sala de
recuperação. Há uma enfermeira do seu lado. Ele pergunta se foi tudo bem.
- Tudo perfeito - diz a enfermeira, sorrindo.
- Eu estava com medo desta operação...
- Por quê? Não havia risco nenhum.
- Comigo, sempre há risco. Minha vida tem sido uma série de enganos...
E conta que os enganos começaram com seu nascimento. Houve uma troca
de bebês no berçário e ele foi criado até os dez anos por um casal de
orientais, que nunca entenderam o fato de terem um filho claro com olhos
redondos. Descoberto o erro, ele fora viver com seus verdadeiros pais. Ou
com sua verdadeira mãe, pois o pai abandonara a mulher depois que esta não
soubera explicar o nascimento de um bebê chinês.
- E o meu nome? Outro engano.
- Seu nome não é Lírio?
- Era para ser Lauro. Se enganaram no cartório e...
Os enganos se sucediam. Na escola, vivia recebendo castigo pelo que não
fazia. Fizera o vestibular com sucesso, mas não conseguira entrar na
universidade. O computador se enganara, seu nome não apareceu na lista.
- Há anos que a minha conta do telefone vem com cifras incríveis. No mês
passado tive que pagar mais de R$ 3 mil.
- O senhor não faz chamadas interurbanas?
- Eu não tenho telefone!
Conhecera sua mulher por engano. Ela o confundira com outro. Não foram
felizes.
- Por quê?
- Ela me enganava.
Fora preso por engano. Várias vezes. Recebia intimações para pagar dívidas
que não fazia. Até tivera uma breve, louca alegria, quando ouvira o médico
dizer:
- O senhor está desenganado.
Mas também fora um engano do médico. Não era tão grave assim. Uma
simples apendicite.
- Se você diz que a operação foi bem...
A enfermeira parou de sorrir.
- Apendicite? - perguntou, hesitante.
- É. A operação era para tirar o apêndice.

- Não era para trocar de sexo?


 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

6º Encontro do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa.


Na última quarta-feira (31/07) foi realizado mais um encontro do PNAIC. Desta vez, os professores se reuniram na Escola Municipal Maria Pereira Leite, e o encontro durou cinco horas.
Na oportunidade, foram entregues os cadernos de formação, que chegaram há alguns dias.
As temáticas estudadas nos encontros anteriores foram retomadas, e prosseguiu-se com as seguintes atividades:
  • Compartilhamento das experiências dos professores nas atividades em sala de aula;
  • Leitura e discussão de textos, buscando entender a concepção de alfabetização na perspectiva do letramento, compreendendo que a aprendizagem da escrita alfabética constitui um processo de compreensão de um sistema de notação e não a aquisição de um código.
  • Análise das contribuições da teoria da Pscicogênese da Escrita para compreensão de apropriação do Sistema de Escrita Alfabética.
 Segue abaixo as fotos:









"O verdadeiro professor defende os seus alunos contra a sua própria influência."
(Amos Alcott)
 

segunda-feira, 29 de julho de 2013



Segue abaixo as leituras complementares da unidade III. Como os cadernos de formação já chegaram, então não iremos mais disponibiliza-los neste blog. Para acessá-los, segue abaixo o link. Basta clicar e fazer o download. Aproveitem e leiam bastante!




1. Cadernos de Formação:


2. Leituras Complementares:

ANO 1 - A Aprendizagem do Sistema de Escrita Alfabética.
  • FERREIRO, Emília; TEBEROSKY. Ana.Psicogênese da língua escrita.Porto Alegre: Artmed, 1986.
  • MORAIS,Artur. Sistema de Escrita Alfabética. São Paulo: Melhoramentos,2012.
  • PICOLLI, Luciana; CAMINI, Patricia. Práticas pedagógicas em alfabetização:espaço,tempo e corporeidade. Porto  Alegre: Edelbra,2012.
  • SOARES, Magda.A reinvenção da alfabetização. Revista Presença Pedagógica

ANO 2 - A Apropriação do Sistema de Escrita Alfabética e a Consolidação do Processo de Alfabetização.


ANO 3 - O Último Ano do Ciclo de Alfabetização: Consolidando os Conhecimentos.


  • MORAIS, Artur Gomes de. Ortografia: ensinar e aprender. São Paulo: Ática, 2009.(Acervo PNBE do Professor 2010).
  • BER, Maria da Glória. A escrita infantil: o caminho da construção. São Paulo: SCIPIONE. 2009.(Acervo PNBE do Professor 2010).
  • SILVA, Alexsandro; MORAIS, Artur Gomes de. Brincando e aprendendo: os jogos com palavras no processo de alfabetização. IN; LEAL, Telma Ferraz; SILVA, Alexsandro (orgs.). Recursos didáticos e ensino da Língua Portuguesa: computadores, livros... e muito mais. Curitiba: CRV, 2011.
  • SILVA, Alexsandro, MORAIS, Artur Gomes de, MELO, Kátia Leal Reis de.(orgs). Ortografia na sala de aula. Belo Horizonte: Autêntica, 2005.

EDUCAÇÃO DO CAMPO - Apropriação do Sistema de Escrita Alfabética e a Consolidação do Processo de Alfabetização em Escolas do Campo.

  • SANTOS, Carmi, ALBUQUERQUE, Eliana e MENDONÇA, Márcia. Alfabetizar letrando. In: SANTOS, Carmi Ferraz, MENDONÇA, Márcia (orgs.) Alfabetização e letramento: conceitos e relações. Belo Horizonte: 1. Autêntica, 2005.
  • COUTINHO, Marília. Psicogênese da língua escrita: O que é? Como intervir em cada uma das hipóteses? Uma conversa entre professores. In: MORAIS, Artur Gomes, ALBUQUERQUE, Eliana, LEAL, Telma Ferraz (orgs.). Alfabetização, apropriação do sistema de escrita alfabética. Belo Horizonte: Autêntica, 2. 2005.
  • CABRAL, Ana Catarina dos Santos Pereira; PESSOA, Ana Cláudia Rodrigues Gonçalves; LIMA, Juliana de Melo. Organização do trabalho pedagógico: o ensino da análise linguística nas séries iniciais. In: FERREIRA, Andréa Tereza Brito; ROSA, Ester Calland de Sousa (Orgs). O fazer cotidiano na sala de aula: a organização do trabalho pedagógico no ensino da língua materna. Belo Horizonte: Autêntica, 2012.
  • CARVALHO, Marlene. Ensinar e aprender ortografia: um desafio para professores e alunos. In: CARVALHO, Marlene. Primeiras letras: alfabetização de jovens e adultos em espaços populares. São Paulo: Ática, 2009. Disponível no acervo 4. do PNBE do Professor 2010. 

sexta-feira, 26 de julho de 2013



PARA GOSTAR DE LER
   
Sexa - Luiz Fernando Veríssimo



Conversa entre pai e filho:
- Pai...
- Hummmm?
- Como é o feminino de sexo?
- Quê?
- O feminino de sexo.
- Não tem.
- Sexo não tem feminino?
- Não.
- Só há sexo masculino?
- Sim. Quer dizer, não. Existem dois sexos. Masculino e feminino.
- E como é o feminino de sexo?
- Não tem feminino. Sexo é sempre masculino.
- Mas acabas de dizer que há sexo masculino e feminino.
- O sexo pode ser masculino ou feminino. A palavra Sexo é masculina.
Depois há o sexo masculino e o sexo feminino.
- Não deveria ser "A sexa"?
- Não.
- Porque não?
- Porque não! 'Sexo' é sempre masculino.
- O sexo da mulher é masculino?
- Sim. Não! O sexo da mulher é feminino.
- E como é o feminino?
- Sexo também. Igual ao do homem.
- O sexo da mulher é igual ao do homem?
- Sim. Quer dizer... Olha. Há sexo masculino e feminino. Não é verdade?
- Sim.
- São duas coisas diferentes.
- Então, como é o feminino de sexo?
- É igual ao masculino.
- Mas não são diferentes?
- Não. Ou melhor, sim! A palavra é a mesma. Muda o sexo, mas não muda a palavra.
- Então não muda o sexo. É sempre masculino.
- A palavra é masculina.
- Não. "A palavra" é feminino. Se fosse masculino seria "O pala.."
- Basta! Vai brincar.
O menino sai e entra a mãe, o pai comenta:
- Temos que vigiar esse menino...
- Porquê?
- Só pensa em... gramática.

quarta-feira, 24 de julho de 2013



Os Cadernos de Formação do PNAIC já chegaram no nosso Encanto.  A distribuição será feita no próximo encontro.


III Formação dos 

Orientadores de Estudo


             Nos dias 15, 16 e 17 deste mês de julho, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte promoveu a 3ª Formação para Orientadores de Estudo do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. O encontro foi no Praiamar Hotel em Ponta Negra - Natal/RN. Na ocasião foram discutidas o andamento das formações nos municípios do nosso Estado, além do estudo das unidades III e IV do Curso de Formação Continuada do PNAIC. A nossa orientadora de estudos Antonia Zilene da Silva Pereira esteve presente.

                 Ainda neste mês de julho se dará início aos encontros no nosso município para iniciarmos os estudos desses novos módulos.

                           Segue abaixo algumas fotos da formação:






 

"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."
Cora Coralina


5º Encontro do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa.


       Mais uma unidade do curso de formação para professores alfabetizadores do nosso município foi concluída. Na oportunidade foi encerrada a 2ª unidade, feito um estudo do material do Projeto Trilhas, além de discutir propostas de atividades de alfabetização com os livros. Segue abaixo as fotos do encontro realizado no mês de junho.






"As crianças não precisam atingir uma certa idade e nem precisam de professores para começar a aprender. A partir do nascimento já são construtoras de conhecimento. Levantam problemas difíceis e abstratos e tratam por si próprias de descobrir respostas para elas. Estão construindo objetos complexos de conhecimento. E o sistema de escrita é um deles."
(Emília Ferreiro)

segunda-feira, 10 de junho de 2013






4º Encontro do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa




                
Veja abaixo as fotos de mais um encontro do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. O encontro realizou-se na Secretaria Municipal de Educação e Cultura, onde deu-se sequência nos estudos da II Unidade do Curso de Formação Continuada ofertado pela Ministério da Educação como uma das ações do PNAIC.
O Secretário de Esportes, Ítalo José Nogueira Rufino, aproveitou a oportunidade para divulgar entre os professores da educação do campo o Programa de Formação Esportiva Escolar, e anunciar a realização dos jogos escolares no dia 08 de junho deste ano.












"Ter internet na escola não resolve os problemas, fabrica novos, mas que são desafios interessantes. Para adolescentes, discutir junto com eles, colocá-los em busca dessas respostas, é uma situação que pode ser apaixonante, inclusive usando a experiência que eles já têm com a internet. É preciso saber enfrentar os problemas educativos novos que nos são colocados. A internet traz um novo tipo de diversidade à escola."

(Emília Ferreiro)

sexta-feira, 31 de maio de 2013






PARA GOSTAR DE LER
    As panquecas de Mama Panya - Richard Chamberlin, Mary Chamberlin



Clique na imagem e baixe os slides


"As primeiras tentativas já não vistas como rabiscos, mas uma espécie de escrita"
(Emília Ferreiro)

terça-feira, 28 de maio de 2013






3º Encontro do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa




                
No sábado passado, os professores de 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental de Encanto - RN se reuniram para mais um encontro do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. O encontro realizou-se na Secretaria Municipal de Educação e Cultura, e contou com a presença de todos os professores, do orientador de estudos, do coordenador local e das supervisoras de 1º a 5º ano da Escola Municipal Maria Pereira Leite. Na ocasião iniciou-se os estudos da II Unidade do Curso de Formação Continuada ofertado pela Ministério da Educação como uma das ações do PNAIC.
                       Confira abaixo as fotos desse momento:













"...há vinte anos parecia um sacrilégio, no Brasil, dizer que a família silábica não era a melhor maneira de trabalhar. Tenho a impressão de que isso mudou e de que esse é um caminho sem volta. Para ensinar a ler e escrever é necessário utilizar diferentes materiais. Um livro só não basta. É preciso utilizar livro, revista, jornal, calendário, agenda, caderno, um conjunto de superfícies sobre as quais se escreve.  "
(Emília Ferreiro)