Puculando
terça-feira, 30 de julho de 2013
segunda-feira, 29 de julho de 2013
1. Cadernos de Formação:
2. Leituras Complementares:
ANO 1 - A Aprendizagem do Sistema de Escrita Alfabética.
- FERREIRO, Emília; TEBEROSKY. Ana.Psicogênese da língua escrita.Porto Alegre: Artmed, 1986.
- MORAIS,Artur. Sistema de Escrita Alfabética. São Paulo: Melhoramentos,2012.
- PICOLLI, Luciana; CAMINI, Patricia. Práticas pedagógicas em alfabetização:espaço,tempo e corporeidade. Porto Alegre: Edelbra,2012.
- SOARES, Magda.A reinvenção da alfabetização. Revista Presença Pedagógica
ANO 2 - A Apropriação do Sistema de Escrita Alfabética e a Consolidação do Processo de Alfabetização.
- FERREIRO, Emilia. Reflexões sobre alfabetização. 23. ed. São Paulo: Cortez,1995
- MORAIS, ArturG.; ALBUQUERQUE, Eliana B. C.; LEAL, Telma F.(Orgs.) Alfabetização: apropriação do Sistema de Escrita Alfabética. Belo Horizonte: Autêntica, 2005.
- CARVALHO, Marlene. Guia prático do alfabetizador. 5.ed. São Paulo: Ática, 2004.(Acervo PNBE do Professor 2010)
- SOARES, Magda. Letramento e alfabetização: as muitas facetas. Revista Brasileira de Educação, n.25,jan./fev./mar./abr.2004.
ANO 3 - O Último Ano do Ciclo de Alfabetização: Consolidando os Conhecimentos.
- MORAIS, Artur Gomes de. Ortografia: ensinar e aprender. São Paulo: Ática, 2009.(Acervo PNBE do Professor 2010).
- BER, Maria da Glória. A escrita infantil: o caminho da construção. São Paulo: SCIPIONE. 2009.(Acervo PNBE do Professor 2010).
- SILVA, Alexsandro; MORAIS, Artur Gomes de. Brincando e aprendendo: os jogos com palavras no processo de alfabetização. IN; LEAL, Telma Ferraz; SILVA, Alexsandro (orgs.). Recursos didáticos e ensino da Língua Portuguesa: computadores, livros... e muito mais. Curitiba: CRV, 2011.
- SILVA, Alexsandro, MORAIS, Artur Gomes de, MELO, Kátia Leal Reis de.(orgs). Ortografia na sala de aula. Belo Horizonte: Autêntica, 2005.
EDUCAÇÃO DO CAMPO - Apropriação do Sistema de Escrita Alfabética e a Consolidação do Processo de Alfabetização em Escolas do Campo.
- SANTOS, Carmi, ALBUQUERQUE, Eliana e MENDONÇA, Márcia. Alfabetizar letrando. In: SANTOS, Carmi Ferraz, MENDONÇA, Márcia (orgs.) Alfabetização e letramento: conceitos e relações. Belo Horizonte: 1. Autêntica, 2005.
- COUTINHO, Marília. Psicogênese da língua escrita: O que é? Como intervir em cada uma das hipóteses? Uma conversa entre professores. In: MORAIS, Artur Gomes, ALBUQUERQUE, Eliana, LEAL, Telma Ferraz (orgs.). Alfabetização, apropriação do sistema de escrita alfabética. Belo Horizonte: Autêntica, 2. 2005.
- CABRAL, Ana Catarina dos Santos Pereira; PESSOA, Ana Cláudia Rodrigues Gonçalves; LIMA, Juliana de Melo. Organização do trabalho pedagógico: o ensino da análise linguística nas séries iniciais. In: FERREIRA, Andréa Tereza Brito; ROSA, Ester Calland de Sousa (Orgs). O fazer cotidiano na sala de aula: a organização do trabalho pedagógico no ensino da língua materna. Belo Horizonte: Autêntica, 2012.
- CARVALHO, Marlene. Ensinar e aprender ortografia: um desafio para professores e alunos. In: CARVALHO, Marlene. Primeiras letras: alfabetização de jovens e adultos em espaços populares. São Paulo: Ática, 2009. Disponível no acervo 4. do PNBE do Professor 2010.
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Sexa - Luiz Fernando Veríssimo
Conversa entre pai e filho:
- Pai...
- Hummmm?
- Como é o feminino de sexo?
- Quê?
- O feminino de sexo.
- Não tem.
- Sexo não tem feminino?
- Não.
- Só há sexo masculino?
- Sim. Quer dizer, não. Existem dois sexos. Masculino e feminino.
- E como é o feminino de sexo?
- Não tem feminino. Sexo é sempre masculino.
- Mas acabas de dizer que há sexo masculino e feminino.
- O sexo pode ser masculino ou feminino. A palavra Sexo é masculina.
Depois há o sexo masculino e o sexo feminino.
- Não deveria ser "A sexa"?
- Não.
- Porque não?
- Porque não! 'Sexo' é sempre masculino.
- O sexo da mulher é masculino?
- Sim. Não! O sexo da mulher é feminino.
- E como é o feminino?
- Sexo também. Igual ao do homem.
- O sexo da mulher é igual ao do homem?
- Sim. Quer dizer... Olha. Há sexo masculino e feminino. Não é verdade?
- Sim.
- São duas coisas diferentes.
- Então, como é o feminino de sexo?
- É igual ao masculino.
- Mas não são diferentes?
- Não. Ou melhor, sim! A palavra é a mesma. Muda o sexo, mas não muda a palavra.
- Então não muda o sexo. É sempre masculino.
- A palavra é masculina.
- Não. "A palavra" é feminino. Se fosse masculino seria "O pala.."
- Basta! Vai brincar.
O menino sai e entra a mãe, o pai comenta:
- Temos que vigiar esse menino...
- Porquê?
- Só pensa em... gramática.
- Pai...
- Hummmm?
- Como é o feminino de sexo?
- Quê?
- O feminino de sexo.
- Não tem.
- Sexo não tem feminino?
- Não.
- Só há sexo masculino?
- Sim. Quer dizer, não. Existem dois sexos. Masculino e feminino.
- E como é o feminino de sexo?
- Não tem feminino. Sexo é sempre masculino.
- Mas acabas de dizer que há sexo masculino e feminino.
- O sexo pode ser masculino ou feminino. A palavra Sexo é masculina.
Depois há o sexo masculino e o sexo feminino.
- Não deveria ser "A sexa"?
- Não.
- Porque não?
- Porque não! 'Sexo' é sempre masculino.
- O sexo da mulher é masculino?
- Sim. Não! O sexo da mulher é feminino.
- E como é o feminino?
- Sexo também. Igual ao do homem.
- O sexo da mulher é igual ao do homem?
- Sim. Quer dizer... Olha. Há sexo masculino e feminino. Não é verdade?
- Sim.
- São duas coisas diferentes.
- Então, como é o feminino de sexo?
- É igual ao masculino.
- Mas não são diferentes?
- Não. Ou melhor, sim! A palavra é a mesma. Muda o sexo, mas não muda a palavra.
- Então não muda o sexo. É sempre masculino.
- A palavra é masculina.
- Não. "A palavra" é feminino. Se fosse masculino seria "O pala.."
- Basta! Vai brincar.
O menino sai e entra a mãe, o pai comenta:
- Temos que vigiar esse menino...
- Porquê?
- Só pensa em... gramática.
quarta-feira, 24 de julho de 2013
III Formação dos
Orientadores de Estudo
Nos dias 15, 16 e 17 deste mês de julho, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte promoveu a 3ª Formação para Orientadores de Estudo do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. O encontro foi no Praiamar Hotel em Ponta Negra - Natal/RN. Na ocasião foram discutidas o andamento das formações nos municípios do nosso Estado, além do estudo das unidades III e IV do Curso de Formação Continuada do PNAIC. A nossa orientadora de estudos Antonia Zilene da Silva Pereira esteve presente.
Ainda neste mês de julho se dará início aos encontros no nosso município para iniciarmos os estudos desses novos módulos.
Segue abaixo algumas fotos da formação:
"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."
Cora Coralina
5º Encontro do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa.
Mais uma unidade do curso de formação para professores alfabetizadores do nosso município foi concluída. Na oportunidade foi encerrada a 2ª unidade, feito um estudo do material do Projeto Trilhas, além de discutir propostas de atividades de alfabetização com os livros. Segue abaixo as fotos do encontro realizado no mês de junho.
"As crianças não precisam atingir uma certa idade e nem precisam de professores para começar a aprender. A partir do nascimento já são construtoras de conhecimento. Levantam problemas difíceis e abstratos e tratam por si próprias de descobrir respostas para elas. Estão construindo objetos complexos de conhecimento. E o sistema de escrita é um deles."
(Emília Ferreiro)
segunda-feira, 10 de junho de 2013
4º Encontro do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa
Veja abaixo as fotos de mais um encontro do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. O encontro realizou-se na Secretaria Municipal de Educação e Cultura, onde deu-se sequência nos estudos da II Unidade do Curso de Formação Continuada ofertado pela Ministério da Educação como uma das ações do PNAIC.
O Secretário de Esportes, Ítalo José Nogueira Rufino, aproveitou a oportunidade para divulgar entre os professores da educação do campo o Programa de Formação Esportiva Escolar, e anunciar a realização dos jogos escolares no dia 08 de junho deste ano.
"Ter internet na escola não resolve os problemas, fabrica novos, mas que são desafios interessantes. Para adolescentes, discutir junto com eles, colocá-los em busca dessas respostas, é uma situação que pode ser apaixonante, inclusive usando a experiência que eles já têm com a internet. É preciso saber enfrentar os problemas educativos novos que nos são colocados. A internet traz um novo tipo de diversidade à escola."
(Emília Ferreiro)
sexta-feira, 31 de maio de 2013
terça-feira, 28 de maio de 2013
3º Encontro do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa
No sábado passado, os professores de 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental de Encanto - RN se reuniram para mais um encontro do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. O encontro realizou-se na Secretaria Municipal de Educação e Cultura, e contou com a presença de todos os professores, do orientador de estudos, do coordenador local e das supervisoras de 1º a 5º ano da Escola Municipal Maria Pereira Leite. Na ocasião iniciou-se os estudos da II Unidade do Curso de Formação Continuada ofertado pela Ministério da Educação como uma das ações do PNAIC.
Confira abaixo as fotos desse momento:
"...há vinte anos parecia um sacrilégio, no Brasil, dizer que a família
silábica não era a melhor maneira de trabalhar. Tenho a impressão de
que isso mudou e de que esse é um caminho sem volta. Para ensinar a ler
e escrever é necessário utilizar diferentes materiais. Um livro só não
basta. É preciso utilizar livro, revista, jornal, calendário, agenda,
caderno, um conjunto de superfícies sobre as quais se escreve. "
(Emília Ferreiro)
PARA GOSTAR DE LER
Você troca? - Eva Furnari
"Eles aprenderam a usar a internet
sozinhos e rapidamente, sem instrução escolar nem paraescolar. Eles
conhecem essa tecnologia melhor que os adultos — os alunos sabem mais
do que seus mestres. Essa é uma situação de grande potencial educativo,
porque o professor pode dizer: "Sobre isso eu não sei nada. Você me
ensina?" A possibilidade de uma relação educativa realmente dialógica é
fantástica."
(Emília Ferreiro)
segunda-feira, 27 de maio de 2013
PARA GOSTAR DE LER
"A idéia de que eu, adulto, determino a idade com que alguém vai aprender a escrever é parte da onipotência do sistema escolar que decide em que dia e a que horas algo vai começar. Isso não existe.
As crianças têm o mau costume de não pedir permissão para começar a aprender. "
(Emília Ferreiro)
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Assistam abaixo o vídeo “Alfabetização e Letramento” - Salto para o futuro - anos iniciais do
ensino fundamental.
ensino fundamental.
"Certa vez um editor brasileiro me
acusou de estar arruinando o negócio de cartilhas, e parece que ele
tinha razão. Se tenho mesmo relação com a queda na produção desses
livros, estou muito orgulhosa. Eles eram de péssima qualidade,
horríveis, assustadores. Eram pura bobagem."
(Emília Ferreiro)
quarta-feira, 22 de maio de 2013
PARA GOSTAR DE LER
Aos poetas clássicos - Patativa do Assaré (Antônio Gonçalves da Silva)
Poetas niversitário,
Poetas de Cademia,
De rico vocabularo
Cheio de mitologia;
Se a gente canta o que pensa,
Eu quero pedir licença,
Pois mesmo sem português
Neste livrinho apresento
O prazê e o sofrimento
De um poeta camponês.
Eu nasci aqui no mato,
Vivi sempre a trabaiá,
Neste meu pobre recato,
Eu não pude estudá
No verdô de minha idade,
Só tive a felicidad
De dá um pequeno insaio
In dois livro do iscritô,
O famoso professô
Filisberto de Carvaio.
No premêro livro havia
Belas figuras na capa,
E no começo se lia:
A pá — O dedo do Papa,
Papa, pia, dedo, dado,
Pua, o pote de melado,
Dá-me o dado, a fera é má
E tantas coisa bonita,
Qui o meu coração parpita
Quando eu pego a rescordá.
Foi os livro de valô
Mais maió que vi no mundo,
Apenas daquele autô
Li o premêro e o segundo;
Mas, porém, esta leitura,
Me tirô da treva escura,
Mostrando o caminho certo,
Bastante me protegeu;
Eu juro que Jesus deu
Sarvação a Filisberto.
Depois que os dois livro eu li,
Fiquei me sintindo bem,
E ôtras coisinha aprendi
Sem tê lição de ninguém.
Na minha pobre linguage,
A minha lira servage
Canto o que minha arma sente
E o meu coração incerra,
As coisa de minha terra
E a vida de minha gente.
Poeta niversitaro,
Poeta de cademia,
De rico vocabularo
Cheio de mitologia,
Tarvez este meu livrinho
Não vá recebê carinho,
Nem lugio e nem istima,
Mas garanto sê fié
E não istruí papé
Com poesia sem rima.
Cheio de rima e sintindo
Quero iscrevê meu volume,
Pra não ficá parecido
Com a fulô sem perfume;
A poesia sem rima,
Bastante me disanima
E alegria não me dá;
Não tem sabô a leitura,
Parece uma noite iscura
Sem istrela e sem luá.
Se um dotô me perguntá
Se o verso sem rima presta,
Calado eu não vou ficá,
A minha resposta é esta:
— Sem a rima, a poesia
Perde arguma simpatia
E uma parte do primô;
Não merece munta parma,
É como o corpo sem arma
E o coração sem amô.
Meu caro amigo poeta,
Qui faz poesia branca,
Não me chame de pateta
Por esta opinião franca.
Nasci entre a natureza,
Sempre adorando as beleza
Das obra do Criadô,
Uvindo o vento na serva
E vendo no campo a reva
Pintadinha de fulô.
Sou um caboco rocêro,
Sem letra e sem istrução;
O meu verso tem o chêro
Da poêra do sertão;
Vivo nesta solidade
Bem destante da cidade
Onde a ciença guverna.
Tudo meu é naturá,
Não sou capaz de gostá
Da poesia moderna.
Deste jeito Deus me quis
E assim eu me sinto bem;
Me considero feliz
Sem nunca invejá quem tem
Profundo conhecimento.
Ou ligêro como o vento
Ou divagá como a lesma,
Tudo sofre a mesma prova,
Vai batê na fria cova;
Esta vida é sempre a mesma.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Segue abaixo os Cadernos de Formação da II Unidade, que serão utilizados na formação deste mês de maio. Além destes, disponibilizamos também as leituras complementares, para aprofundamento dos textos trabalhados nesta unidade.
Aproveitem e estudem muito!
Cadernos de Formação:
Leituras Complementares:Ano I:
- A organização do trabalho pedagógico: alfabetização e letramento com eixos norteadores.
- FERREIRA, Andrea; ROSA, Ester. O fazer cotidiano na sala de aula: a organização do
trabalho pedagógico no ensino da língua materna. Belo Horizonte: Autêntica, 2012. - SILVA, Ceris S. Ribas. O planejamento das práticas escolares de alfabetização e letramento. In: CASTANHEIRA, Maria Lúcia; MACIEL, Francisca; MARTINS, Raquel (orgs.) Alfabetização e letramento na sala de aula. Belo Horizonte: Autêntica Editora:
Ceale, 2008. (livro do acervo do PNBE Professor 2010). - GOMES, Maria de Fátima Cardoso; DIAS, Maria Tomayno de Melo e SILVA, Luciana
Prazeres. O registro da rotina do dia e a construção de oportunidades de aprendizagem da escrita. In CASTANHEIRA, Maria Lúcia, MACIEL, Francisca e MARTINS, Raquel (orgs.). Alfabetização e letramento na sala de aula. Belo Horizonte: Autêntica Editora: Ceale, 2008. (livro do acervo do PNBE Professor).
- Formas de Organização do trabalho de Alfabetização e Letramento.
- Alfabetização e Leitura Literária. A leitura literária no processo de alfabetização: a mediação do professor.
- O professor como mediador das leituras literárias.
- A biblioteca escolar como espaço de aprendizagem.
- O papel da biblioteca na formação do leitor.
- O acervo das bibliotecas escolares e suas possibilidades.
- Alfabetização na perspectiva do letramento: obras complementares para os anos 1 e 2 do Ensino Fundamental.
- LEAL, Telma Ferraz.; SILVA, Alexandro da (orgs). Recursos didáticos e ensino da Língua Portuguesa: computadores, livros... e muito mais. Curitiba: Editora CRV, 2011, v.1, p. 95-114.
- A escola do campo em movimento.
- Redes de leitores: configurando uma história da leitura de Crianças de assentamento da reforma agrária no sudeste do Estado do Pará.
- BAKHTIN, Mikhail. Os gêneros do discurso. In BAKHTIN, Mikahail. Estéticada criação verbal. 3a ed. (1a ed. 1992). São Paulo: Martins Fontes 2000.
- MACHADO, Maria Zélia Versiani. Ensinar português hoje: novas práticas na
tensão entre o escolar e o social. In MARINHO, Marildes; CARVALHO, Gilcinei
Teodoro. Cultura escrita e letramento. Belo Horizonte: Ed. da UFMG, 2010
"... A minha contribuição foi encontrar uma explicação segundo a qual,
por trás da mão que pega o lápis,
dos olhos que olham,
dos ouvidos que escutam,
há uma criança que pensa"
(Emília Ferreiro)
por trás da mão que pega o lápis,
dos olhos que olham,
dos ouvidos que escutam,
há uma criança que pensa"
(Emília Ferreiro)
O poeta e a rosa - Vinicius de Moraes
Ao ver uma rosa branca
O poeta disse: Que linda!
Cantarei sua beleza
Como ninguém nunca ainda!
Qual não é sua surpresa
Ao ver, à sua oração
A rosa branca ir ficando
Rubra de indignação.
É que a rosa, além de branca
(Diga-se isso a bem da rosa...)
Era da espécie mais franca
E da seiva mais raivosa.
- Que foi? - balbucia o poeta
E a rosa; - Calhorda que és!
Pára de olhar para cima!
Mira o que tens a teus pés!
E o poeta vê uma criança
Suja, esquálida, andrajosa
Comendo um torrão da terra
Que dera existência à rosa.
- São milhões! - a rosa berra
Milhões a morrer de fome
E tu, na tua vaidade
Querendo usar do meu nome!...
E num acesso de ira
Arranca as pétalas, lança-as
Fora, como a dar comida
A todas essas crianças.
O poeta baixa a cabeça.
- É aqui que a rosa respira...
Geme o vento. Morre a rosa.
E um passarinho que ouvira
Quietinho toda a disputa
Tira do galho uma reta
E ainda faz um cocozinho
Na cabeça do poeta.
Ao ver uma rosa branca
O poeta disse: Que linda!
Cantarei sua beleza
Como ninguém nunca ainda!
Qual não é sua surpresa
Ao ver, à sua oração
A rosa branca ir ficando
Rubra de indignação.
É que a rosa, além de branca
(Diga-se isso a bem da rosa...)
Era da espécie mais franca
E da seiva mais raivosa.
- Que foi? - balbucia o poeta
E a rosa; - Calhorda que és!
Pára de olhar para cima!
Mira o que tens a teus pés!
E o poeta vê uma criança
Suja, esquálida, andrajosa
Comendo um torrão da terra
Que dera existência à rosa.
- São milhões! - a rosa berra
Milhões a morrer de fome
E tu, na tua vaidade
Querendo usar do meu nome!...
E num acesso de ira
Arranca as pétalas, lança-as
Fora, como a dar comida
A todas essas crianças.
O poeta baixa a cabeça.
- É aqui que a rosa respira...
Geme o vento. Morre a rosa.
E um passarinho que ouvira
Quietinho toda a disputa
Tira do galho uma reta
E ainda faz um cocozinho
Na cabeça do poeta.
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